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“Inclusão de obstetriz nas eMulti fortalece a Atenção Primária”, aponta coordenador do Cofen


27.05.2026

Resumo

Com a publicação da Portaria GM/MS 11.353, obstetrizes passam a integrar equipes multidisciplinares no SUS

A Portaria GM/MS 11.353, do Ministério da Saúde, que passou a integrar obstetrizes no rol de categorias profissionais elegíveis para compor as equipes multiprofissionais (eMulti), é positiva e aponta para um caminho importante de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS). A opinião é do coordenador da Câmara Técnica em Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Renné Cosmo da Costa.

Segundo Renne, a iniciativa reconhece a importância desses profissionais e permite que municípios que disponham dessa força de trabalho possam incorporá-la às equipes. “Na prática, a medida pode qualificar o cuidado compartilhado, fortalecer o acompanhamento das gestantes, ampliar ações de planejamento reprodutivo, além de melhorar a escuta das mulheres e contribuir para uma rede de atenção mais resolutiva e mais próxima do território”, enfatizou.

Obstetriz carregando um bebê no colo
Obstetrizes têm papel essencial na saúde da mulher gestante

“Quando a Atenção Primária conta com profissionais preparados para atuar na saúde da mulher, a gestante tende a ser acompanhada com mais segurança, o puerpério deixa de ser invisibilizado, o planejamento reprodutivo ganha mais força e a mulher passa a ter mais orientação para tomar decisões sobre o próprio corpo e sua saúde”.

De acordo com números da Enfermagem disponibilizados no site oficial, há no Sistema Cofen/Conselhos Regionais um pouco mais de 340 obstetrizes registradas. As obstetrizes possuem formação específica e distinta dos enfermeiros obstetras. A formação dessas profissionais é voltada ao cuidado da mulher, especialmente no ciclo gravídico-puerperal, pré-natal e puerpério, inclusive, na educação em saúde e na promoção do parto seguro e humanizado.

Para o coordenador, o principal impacto dessa medida para a sociedade é a possibilidade de ampliar o acesso das mulheres a um cuidado mais qualificado e mais próximo da realidade onde elas vivem. “No fim das contas, quem ganha é a sociedade, a mulher, a família e o SUS. O cuidado qualificado no território evita agravamentos, melhora o acompanhamento e torna o sistema de saúde mais humano e eficiente”, concluiu.

Fonte: Ascom/Cofen - Roberta Santos

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