Free cookie consent management tool by TermsFeed Generator

Cofen estuda criação de GT sobre transplante de tecidos

Tecidos podem ser doados após a parada cardíaca, diferentemente dos órgãos. Qualquer paciente que vem à óbito é um potencial doador de tecidos. Brasil tem cerca 20 mil pessoas cegas cadastradas na fila de transplante de córnea

12.06.2026

Proposta foi apresentada pela deputada Enfermeira Rejane, em reunião com a enfermeira Tatiana Gargano, o presidente do Cofen, Manoel Neri, o chefe de gabinete Magno Guedes e a assessora Luciana Rubino  

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) estuda a criação de um grupo de trabalho voltado à doação e transplante de tecidos. A proposta foi apresentada pela deputada federal Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ) durante reunião realizada nesta quarta-feira (10/6) com o presidente do Cofen, Manoel Neri, e a chefe da unidade de manejo tecidual do banco de multitecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO/MS), Tatiana Gargano.

Segundo a proposta discutida com o Cofen, o grupo de trabalho deverá reunir especialistas, representantes da Enfermagem e instituições ligadas ao sistema nacional de transplantes para identificar desafios e elaborar estratégias de qualificação profissional, fortalecimento das equipes e ampliação da informação sobre a doação de tecidos.

“Somos um banco de multitecidos; trabalhamos com transplante de tecidos musculoesquelético, córneas, escleras, pele humana e em breve a membrana amniótica. Nós atuamos em avaliação dos potenciais doadores para transplante de tecidos, captação, processamento, conservação e distribuição desses tecidos. Somos o único banco 100% público com distribuição para 16 estados da federação”, afirma a enfermeira. “A Enfermagem atua em todas as etapas e em todos os tecidos”, explica Tatiana.  A atuação passa pela identificação de potenciais doadores e o acompanhamento das etapas técnicas e emocionais envolvidas na doação, da hemodinâmica à escuta das famílias. 

A maior parte das más notícias em ambiente hospitalar são dadas por profissionais de Enfermagem. Entender as fases —da negação, raiva, barganha e depressão, até chegar à aceitação— é fundamental. Na fase de negação, é preciso escutar. O familiar ainda está processando o que aconteceu.

Diferentemente da doação de órgãos, que são retirados de pacientes com morte encefálica, com o coração ainda batendo, os tecidos podem ser doados após a parada cardíaca. “Qualquer paciente que vem à óbito é um potencial doador de tecidos. Muitas vezes, falta esse conhecimento até aos profissionais de Saúde. Temos cerca de 20 mil pessoas cegas cadastradas na fila de transplante de córnea no nosso país”, explica Tatiana.

A doação de órgãos é bastante conhecida. O Brasil é o 2º país em transplante de órgãos e tem o maior programa público do mundo. A doação de tecidos é menos conhecida, mas tem um impacto enorme na recuperação e reabilitação. “Em 2025, foram 43 doadores de tecidos musculoesquelético, 862 globos oculares captados, 17.852,75 cm2 de pele captados, e 878 tecidos musculoesqueléticos distribuídos pelo país”, relata Tatiana Gargano.

 

Fonte: Ascom/Cofen - Clara Fagundes

Compartilhe

Outros Artigos

Receba nossas novidades! Cadastre-se.


Fale Conosco

 

Conselho Federal de Enfermagem

Entrequadra Sul 208/209, Asa Sul, CEP:70254-400

61 3329-5800


Horário de atendimento ao público

De segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h

Contato dos Regionais