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Imersão em urgência e emergência reúne estudantes e profissionais de Enfermagem em Porto Velho

Curso realizado pelo Cofen e o Coren-RO visou atualizar profissionais no atendimento a pacientes críticos, com foco na atuação baseada em evidências e na qualificação da assistência

10.07.2026

Palestrantes em um auditório, com várias pessoas assistindo O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia (Coren-RO), realizou, nos dias 9 e 10 de julho, em Porto Velho (RO), a Imersão Código Vermelho em Urgência e Emergência. A capacitação reuniu profissionais e estudantes de Enfermagem em uma programação intensiva voltada ao aprimoramento das competências técnicas e da tomada de decisão em cenários de alta complexidade.

Realizado no auditório da Assembleia Legislativa de Rondônia, o evento abordou temas essenciais para a assistência em urgência e emergência, reforçando a importância da educação permanente para os profissionais que atuam na linha de frente do atendimento pré-hospitalar, hospitalar e nas unidades de pronto atendimento.

A programação contou com palestras ministradas pelos enfermeiros e influenciadores da Enfermagem Yasmin Hiorrana, Maria Emília, Kennedy Lima e Willian Lilo Will. A imersão foi coordenada por Mara Bastos, coordenadora do Núcleo de Educação Permanente (NEP) do Coren-RO.

Palestrantes em um auditório, com várias pessoas assistindo No primeiro dia, a enfermeira Maria Emília conduziu a palestra “Abordagem inicial ao paciente crítico”, destacando a importância da avaliação sistematizada, do reconhecimento precoce da deterioração clínica e da adoção de protocolos assistenciais para reduzir o tempo de resposta e aumentar as chances de sobrevida dos pacientes. A palestrante enfatizou que a atuação da equipe de Enfermagem nos primeiros minutos de atendimento é decisiva para a estabilização do quadro clínico, orientando as condutas terapêuticas e prevenindo o agravamento do paciente.

Durante a atividade, os participantes também participaram de uma dinâmica prática baseada em um caso clínico. Diante do cenário de um paciente de 64 anos que chegava ao serviço de urgência com falta de ar intensa, iniciada cerca de uma hora antes, os grupos foram desafiados a identificar os primeiros sinais de gravidade, reconhecer os riscos iminentes, estabelecer as prioridades assistenciais e indicar os protocolos que deveriam ser adotados desde o acolhimento até a estabilização inicial do paciente. A proposta permitiu exercitar o raciocínio clínico, a tomada de decisão e a atuação em equipe diante de uma situação de emergência.

Palestrantes em um auditório, com várias pessoas assistindo No período da tarde, Yasmin Hiorrana ministrou a palestra sobre abordagem inicial ao trauma, apresentando os principais protocolos utilizados no atendimento ao paciente traumatizado. O conteúdo enfatizou a realização da avaliação primária e secundária, a identificação rápida de lesões potencialmente fatais e a priorização das intervenções conforme a gravidade do quadro, reforçando o papel da Enfermagem na assistência segura e organizada às vítimas de trauma.

As atividades do segundo dia foram abertas com a palestra de Maria Emília sobre eletrocardiograma de urgência, abordando a interpretação dos principais traçados relacionados às emergências cardiovasculares. A capacitação destacou a importância do reconhecimento precoce de alterações eletrocardiográficas, como arritmias e síndromes coronarianas agudas, permitindo intervenções rápidas e contribuindo para a redução de complicações e da mortalidade.

Encerrando a programação, Kennedy Lima e Willian Lilo conduziram o tema sobre suporte básico e avançado de vida, revisando as diretrizes mais recentes para reanimação cardiopulmonar, atendimento à parada cardiorrespiratória e manejo de outras situações de emergência. Durante a atividade, os participantes reforçaram conhecimentos sobre compressões torácicas de alta qualidade, utilização do desfibrilador, organização da equipe e execução de protocolos baseados em evidências, fundamentais para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes.

Fonte: Ascom/Cofen

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